O trono onde o Amor venceu
Publicado em 12/09/2026
A Cruz, aos olhos do mundo, é sinal de derrota. Para a fé cristã, porém, ela é o lugar onde a derrota foi transformada em vitória, a morte em vida e o sofrimento em redenção.
No dia 14 de setembro, a Igreja celebra a Exaltação da Santa Cruz, não porque exalte o sofrimento, mas porque contempla nela Jesus Cristo, que amou até o fim.
“Quando eu for elevado da terra, atrairei todos a mim.” (Jo 12,32)
Na Cruz, Cristo foi elevado. E, do alto daquele madeiro, atraiu para Si a humanidade inteira.
A Cruz revela um Deus que não permaneceu distante da nossa dor. Ele entrou nela. Carregou sobre Si nossos pecados, nossas misérias e nossa morte, para nos oferecer a vida.
Por isso, a Cruz não é apenas algo que devemos contemplar. É também um caminho que somos chamados a percorrer.
Jesus nos diz:
“Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.” (Mt 16,24)
Tomar a cruz é escolher permanecer fiel quando seria mais fácil desistir. É perdoar quando dói. É renunciar quando custa. É servir sem reconhecimento. É dizer “sim” a Deus mesmo quando não compreendemos o caminho.
Maria esteve de pé junto à Cruz.
Aquela que disse “faça-se” em Nazaré permaneceu fiel no Calvário. Seu Fiat não terminou quando chegaram as dificuldades. Pelo contrário: foi na dor que seu “sim” se tornou ainda mais profundo.
Também nós somos chamados a permanecer.
Porque a Cruz não é o fim.
Depois do Calvário existe a Ressurreição.
Por isso, hoje, ao contemplarmos a Santa Cruz, não olhemos apenas para aquilo que nela existe de dor. Olhemos para Aquele que nela se entregou.
Não foi a madeira que venceu.
Foi o Amor.
E é esse Amor que ainda hoje nos chama a entregar a vida, abraçar a Cruz e caminhar com Cristo até a Ressurreição.